domingo, 28 de agosto de 2011

Projeto de Leitura e escrita

PROJETO: Leitura e escrita

SÉRIE: 4ª série

DURAÇÃO: Ao longo do ano

JUSTIFICATICA:

“A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto, a partir dos seus objetivos, do conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a língua: características do gênero, do portador, do sistema de escrita, etc.”. Não se trata simplesmente de extrair informação da escrita decodificando-a letra por letra, palavra por palavra. Trata-se de uma atividade que implica, necessariamente, compreensão. Qualquer leitor experiente que conseguir analisar sua própria leitura constatará que a decodificação é apenas um dos procedimentos que utiliza quando lê: a leitura fluente envolve uma série de outras estratégias como seleção, antecipação, inferência e verificação, sem as quais não é possível rapidez e proficiência. É o uso de procedimentos desse tipo que permite controlar o que vai sendo lido, tomar decisões diante de dificuldades de compreensão, arriscar-se diante do desconhecido, buscar no texto a  comprovação das suposições feitas etc.    
“Formar um leitor competente, supõe formar alguém que compreenda o que lê; que possa aprender a ler também o que não está escrito, identificando elementos implícitos; que estabeleça relações entre o texto que lê e outros textos já lidos; que saiba que vários sentidos podem ser atribuídos a um texto; que consiga justificar e validar  sua leitura a partir da localização de elementos discursivos que permitam fazê-lo.”
Um escritor competente é alguém que sabe reconhecer diferentes tipos de texto (grifos meus) e escolher o apropriado os seus objetivos num determinado momento. Um escritor competente é, também, capaz de olhar para o próprio texto como um objeto e verificar se estão confuso, ambíguo, redundante, obscuro ou incompleto. Ou seja: é capaz de revisá-lo e reescrevê-lo até considerá-lo satisfatório para o momento. É, ainda, um leitor competente, capaz de recorrer, com sucesso, a outros textos quando precisa utilizar fontes escritas para a sua própria produção. “

OBJETIVOS:
Promover práticas de oralidade e de escrita de forma integrada, levando os alunos a identificar as relações entre oralidade e escrita.
Desenvolver as habilidades de uso da língua escrita em situações discursivas diversificadas em que haja: - motivação e objetivo para ler textos de diferentes tipos e gêneros e com diferentes funções;- motivação e objetivo para produzir textos de diferentes tipos de gêneros, para diferentes interlocutores, em diferentes situações e diferentes condições de produção.
Desenvolver as habilidades de produzir e ouvir textos orais de diferentes gêneros e com diferentes funções.
Criar situações em que os alunos tenham oportunidades de refletir sobre os textos que lêem, escrevem, falam ou ouvem, intuindo, de forma contextualizada, a gramática da língua, as características de cada gênero e tipo de texto, o efeito das condições de produção do discurso na construção do texto e de seu sentido.
Identificação e uso adequado dos recursos da língua escrita para registrar discurso direto, indireto e indireto livre para representar aspectos prosódicos da fala.
Articular conhecimentos prévios com as informações presentes no texto
Criar oportunidades para que os alunos “ descubram” a expressão escrita como forma de comunicação, de interlocução.

CONTEÚDOS

        Produzir uma coletânea de contos de fadas recontados pela classe.
 Produzir uma coletânea de contos reescritos a partir da visão de um dos personagens da narrativa.
 Produzir um capítulo a mais, a ser inserido em um determinado conto de aventuras lido pela classe ou escolhido pelo aluno.
Escrever livros de poesias, histórias, brincadeiras e músicas.
Produções de textos.
Leitura compartilhada diariamente com os alunos.
Debate sobre livros diversos.
Leitura de gêneros diversos.
Promover a leitura coletiva de uma obra.
Confecção e exposição de livros criados pelos alunos.
Registro de histórias contadas oralmente.
Realizar pesquisas.
Troca de textos produzidos.
Produzir texto teatral.
Reescrever texto.
Excursão pedagógica na UNESP (CELIGE) RENATA JUNQUEIRA

AVALIAÇÃO

A avaliação será de forma sistemática e contínua, levando em consideração o processo ensino-aprendizagem, ela é como um processo de acompanhamento e compreensão dos avanços, dos limites e das dificuldades dos alunos para atingir os objetivos da atividade de que participam.
O professor pode utilizar vários critérios: observação, registro periódico do aluno, sua atuação e seu desempenho em diversos tipos de atividades.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

ENTREVISTA COM PEDRO DEMO: Os desafios da linguuagem do século XXI

Ao realizar a leitura da entrevista cedida pelo professor PEDRO DEMO, que pontua alguns desafios que hoje o professor em sala de aula deve estar preparado para enfrentar,me senti na "obrigação" de refletir sobre tais.
É fato que os alunos da atualidade são bastante diferentes daqueles de alguns anos atrás, já que estes, muitos deles, têm disponibilizados recursos tecnológicos muito latentes à sua volta como a internet, o uso dos celulares (cada dia munidos de mais e mais recursos, dos aparelhos de DVD e CD'S dentre tantos outros que aqui poderiam ser mencionados.
O uso correto destas ferramentas, certamente, contribuiria e muito na aprendizagem dos alunos que provavelmente teriam um interesse muito maior ao lidar com a diversidade oferecida. Porém o que mais me chamou a atenção e por isso o porei na ńtegra fora o seguinte questionamento:

Então o professor gosta de dar aulas deve mudar esse pensamento?


É um grande desafio: cuidar do professor, arrumar uma pedagogia na qual ele nasça de uma maneira diferente, não seja só vinculado a dar aulas. A pedagogia precisa inventar um professor que já venha com uma cara diferente, não só para dar aulas e que seja tecnologicamente correto. Que mexa com as novas linguagens, que tenha blog, que participe desse mundo – isso é fundamental. Depois, quando ele está na escola, ele precisa ter um reforço constante para aprender.


Assim sendo, creio que se faça fundamental o investimento no profissional que lida, e lidará, com as questões educacionais para que a ideia de interatividade entre ALUNOS-PROFESSORES e TECNOLOGIA caminhem juntas para que os resultados sejam significativos à todos.